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Saiba como é avaliada a qualidade da água

Você sabia que a água limpa e sem odor pode não ser o que parece.

Acreditamos que a água boa para o consumo deve ser cristalina, sem gosto e sem odor. Mas apenas isso não garante a boa qualidade desse líquido tão precioso para nossas vidas.

A água apropriada para o consumo humano tem que passar por várias etapas de tratamento e precisa ser frequentemente monitorada e enquadrar em diversos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

A poluição interfere diretamente na qualidade da água disponível para o consumo humano. Contaminações por vírus, bactérias e substâncias tóxicas imperceptíveis a olho nu e que podem prejudicar a nossa saúde.

Qualidade da água bruta

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) apresenta três resoluções para a água diretamente da natureza que ainda não passou por processo de tratamento.

Resolução nº 357: trata da classificação e dos critérios ambientais para o enquadramento dos corpos de água superficiais, além de estabelecer condições e padrões de lançamento de efluentes.

Resolução nº 396: classifica e estabelece diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas.

Resolução nº 430: altera parcialmente e complementa a Resolução nº 357, determinando condições e padrões de lançamento de efluentes sem comprometer a saúde e o bem-estar das pessoas e o equilíbrio ecológico aquático.

Além disso, a Agência Nacional de Águas (ANA), órgão governamental responsável por monitorar as condições das águas superficiais e subterrâneas do país, estabeleceu o Índice de Qualidade das Águas (IQA), um indicador qualitativo que avalia a qualidade da água para o abastecimento público. A Rede Nacional de Monitoramento de Qualidade da Água (RNQA), que busca estabelecer uma padronização nacional e estimular a cooperação entre os operadores das redes de monitoramento.

Qualidade da água tratada

Através do Anexo XX da Portaria de Consolidação nº 5, o Ministério da Saúde, define procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, eliminando possíveis riscos à saúde da população.

Como é feito o tratamento da água?

Geralmente, para eliminar componentes que podem ser prejudiciais para a saúde humana, a água precisa passar por uma Estação de Tratamento de Água (ETA) antes de ir para as redes de distribuição. Onde são realizados diferentes tipos de procedimentos que possibilita a obtenção de água potável a partir da água bruta.

Veja algumas etapas e os principais produtos utilizados nesse processo.

Pré-cloração – Adição de cloro à água que acabou de chegar na ETA. Isso ajuda a eliminar microrganismos, matéria orgânica e metais pesados.

Pré-alcalinização – Se a água estiver muito ácida, ocorre a adição de cal ou soda cáustica. Substâncias que ajudam a regular o pH da água, que deve estar entre 6,0 e 9,5, para o consumo humano.

Coagulação – Adição de um agente coagulante, que pode ser o sulfato de alumínio ou o cloreto férrico. Depois, a água é agitada para facilitar a aglomeração das impurezas suspensas.

Floculação – À medida que a água é movimentada, as partículas de impureza se aglomeram e passam a formar flocos. Para auxiliar esse processo, pode ocorrer a adição de um polímero, com o objetivo de promover o aumento do tamanho dos flocos e facilitar a sua separação.

Sedimentação/Decantação – Aágua é colocada em grandes tanques. Por serem mais densos, os flocos formados anteriormente se depositam no fundo e podem ser removidos.

Filtração – A água passa por filtros, que podem ser compostos por carvão mineral antracito, pedras e areia. Assim, são descartadas impurezas menores, que não foram eliminadas na sedimentação.

Pós-alcalinização – É necessário conferir o pH da água para saber se é preciso fazer alguma correção.

Desinfecção – Mesmo após todos esses processos, a água em tratamento ainda pode estar contaminada com vírus e bactérias causadores doenças.

Fluoretação – Pode ou não ocorrer a adição de flúor na água tratada. Exemplos de produtos químicos utilizados nesse processo são o fluossilicato de sódio e ácido fluossilícico. Não é obrigatória em todos os estados brasileiros e sua função está relacionada com a prevenção do surgimento de cáries dentárias.

Quais são os parâmetros de qualidade?

Parâmetros de qualidade são indicadores preestabelecidos, relacionados com características físicas, químicas e biológicas da água.

Parâmetros físicos

Cor aparente: mede o grau de coloração da água.

Turbidez: mede o nível de transparência da água.

Parâmetros químicos

Cloro livre: indica a quantidade de cloro, adicionado no processo de desinfecção da água, que está presente na rede de distribuição.

pH: indica se a água está ácida (pH baixo), neutra (pH = 7,0) ou alcalina (pH alto).

Fluoreto: medição da concentração desse produto químico.

Parâmetros biológicos

Coliformes totais (CT): são indicadores de presença de microrganismos patogênicos na água; os coliformes fecais existem em grande quantidade nas fezes humanas e, quando encontrados na água, significa que a mesma recebeu esgotos domésticos, podendo conter microrganismos causadores de doenças.

Algas: as algas desempenham um importante papel no ambiente aquático, sendo responsáveis pela produção de grande pane do oxigênio dissolvido do meio; em grandes quantidades, como resultado do excesso de nutrientes (eutrofização), trazem alguns inconvenientes: sabor e odor; toxidez, turbidez e cor; formação de massas de matéria orgânica que, ao serem decompostas, provocam a redução do oxigênio dissolvido; corrosão; interferência nos processos de tratamento da água: aspecto estético desagradável.

No cálculo do IQA (Índice de Qualidade das Águas) são considerados os seguintes parâmetros: oxigênio dissolvido, coliformes fecais, pH, demanda bioquímica de oxigênio, nitratos, fosfatos, temperatura da água, turbidez e sólidos totais, gerando um índice com valores variando de 0 a 100, que correspondem aos níveis de qualidade.

Assim, o IQA (Índice de Qualidade das Águas) reflete a contaminação por esgotos sanitários e por outros materiais orgânicos, por nutrientes e por sólidos.

A contaminação por tóxicos é avaliada considerando-se os seguintes componentes: amônia, arsênio, bário, cádmio, chumbo, cianetos, cobre, cromo hexavalente, índice de fenóis, mercúrio, nitritos e zinco. Em função das concentrações observadas a contaminação é caracterizada como Baixa, Média ou Alta.

Mas temos sempre que ficar atentos, pois tanto o controle da qualidade da água, exercido pela entidade responsável pela operação, quanto a sua vigilância, por meio dos órgãos de saúde pública, são instrumentos essenciais para a garantia da proteção à saúde dos consumidores.

É falsa a compreensão de que bastam a concepção, o projeto, a implantação, a operação e a manutenção adequados para que esteja livre de riscos à saúde humana. Obviamente, essas etapas são essenciais, mas não suficientes, para garantir a necessária proteção à saúde. Fatores diversos podem atingir, por mais sanitariamente eficientes que estes sejam. As mais imprevisíveis e variadas situações podem ocorrer, impondo riscos à saúde.

Como exemplos podem ser citadas as seguintes situações de risco:

– descarga acidental de contaminante no manancial;

– lançamento clandestino de efluentes no manancial;

– ocorrência de pressão negativa em tubulação – adutora ou rede de distribuição e conseqüente penetração de contaminante em seu interior;

– rompimento de redes e adutoras;

– problemas operacionais e de manutenção diversos na estação de tratamento

– coagulação incorreta, produto químico adulterado, lavagem ineficiente de filtros, comprometimento do leito filtrante, danos em equipamentos de manuseio de produtos químicos que podem resultar em distribuição de água não potável;

– penetração de contaminantes diversos nos reservatórios públicos;

– ausência de manutenção na rede distribuidora.

Por todos os motivos citados acima, o ideal é garantir que sua água tem qualidade. A Puriá tem o Purificador que com certeza levará tranquilidade da água pura para sua casa.

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